A saúde no Brasil passou por avanços inegáveis nas últimas décadas, após a implantação do SUS. Muitos foram os problemas resolvidos, como a universalização do acesso, a descentralização da gestão, a hierarquização dos serviços e o fortalecimento dos espaços públicos na construção de uma saúde mais inclusiva, mobilizando a população ao direito à saúde, promovendo simultaneamente a equidade. 

 No entanto, com a democratização e a atenção humanizada da saúde, surgiram novos desafios, principalmente para atender à população para quem a medicina convencional não está disponível facilmente. 

 Em meio a esta complexidade irrompeu também um desdobramento mais recente, a pandemia do coronavírus (COVID-19). Este evento, por fim, tornou-se um propulsor involuntário da modalidade de prestação de serviço de saúde à distância, uma das tendências tecnológicas mais poderosas da atualidade, tanto por alcance quanto por impacto e inclusão social: a telemedicina.

 A portaria que autoriza o uso da telemedicina no Brasil foi aprovada em 20 de março de 2020 e foi transformada em lei menos de 30 dias mais tarde. Foi essa medida que tornou a realidade do atendimento remoto uma medida essencial para tratar pacientes que não podem se deslocar até as clínicas e hospitais para serem atendidos. 

 Este recurso tem implicações globais, derrubando as barreiras de tempo e distância, gerando conexão entre médicos, pacientes e profissionais da saúde em qualquer país ou região. O avanço é constante, passível de novos recursos de inteligência artificial e de conectividade, incluindo modalidades, como a telemonitoração, a teleconsulta, o telediagnóstico e a teleterapia. 

 Embora não esteja livre de exigências técnicas para garantir a privacidade, o sigilo e a inviolabilidade da consulta, a flexibilização promovida pela telemedicina garante a melhoria no acesso à saúde, além do uso mais eficiente do tempo por parte de pacientes e profissionais. 

 

A telemedicina não funciona de maneira isolada

 Uma das dúvidas frequentes em torno do assunto é com relação ao uso integrado à medicina convencional. A telemedicina veio para complementar a medicina clínica e a medicina cirúrgica. Ela deve ser vista como uma nova possibilidade, um novo modo de cuidar que se soma aos demais, sem pretender substituí-los ou sobrepor-se a eles. 

 Ela se tornou primordial na vida de pacientes que, por exemplo, precisam sair de sua cidade para mostrar resultados de exames, gerando gastos em transportes e perda de dias de trabalho. Ao contrário das consultas na medicina convencional, realizadas tradicionalmente em consultório físico e baseadas no exame minucioso das áreas afetadas do paciente, na telemedicina o médico baseia o seu diagnóstico em dados recebidos on-line, como números, gráficos e imagens. Portanto, ela funciona muito bem para uma opção de continuidade a um acompanhamento já realizado anteriormente, ou mesmo para um atendimento de menor gravidade.

 Outra vantagem é a possibilidade de maior interação entre médico e paciente ao longo do tempo. Isso é especialmente importante para o monitoramento de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. Desta maneira, a telemedicina, na forma de telemonitoramento, adiciona cuidado médico ao paciente no período entre as consultas, em que a evolução em prontuário médico é obrigatória. 

 Outra modalidade extremamente útil adotada por diversos médicos nos últimos anos é a teleconsulta, onde o médico tem a possibilidade de prescrever medicamentos, exames e emitir laudos, exigindo recursos como assinatura digital e prontuário eletrônico.

 Uma das maneiras de garantir todas as vantagens e o pleno funcionamento da telemedicina é por meio da informatização dos processos e dos sistemas.

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