Falar de cidades inteligentes é falar sobre sistemas de pessoas que interagem e usam a energia, os materiais, os serviços e o poder financeiro para impulsionar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida de todos. É a união entre inovação e tecnologia em prol de uma sociedade colaborativa.

Se em um primeiro momento o conceito pode parecer um pouco vago e amplo demais, é importante ressaltar que existem diversos institutos e especialistas que se dedicam à pesquisa do exercício do assunto de maneira prática. Entre eles estão Amy Glasmeier e Susan Christopher, especialistas do Departamento de Estudos Urbanos e Planejamento do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos). 

Aliás, é através de seu trabalho que se descobriu que os primeiros vestígios de pesquisa em cidades inteligentes datam os anos 1980, onde já se estudava a possibilidade de realidades como as do Vale do Silício. Falava-se, também nesta década, de futuros centros urbanos com informações avançadas e complexos de fibra ótica. 

O conceito é tão real que o IESE Business School, na Espanha, criou o ranking da Cities in Motion (Cidades em Movimento), onde a análise de 10 dimensões é capaz de identificar o nível de inteligência de uma cidade, sendo elas: tecnologia, conexões internacionais, capital humano, governança, planejamento urbano, economia, meio ambiente, administração pública, conexões internacionais e coesão social.  

Atualmente, existe também uma calculadora on-line criada pela CIMI, uma ferramenta útil e prática onde já estão presentes as cidades incluídas no ranking das Cidades Inteligentes do mundo. Nessa ferramenta é possível descobrir o índice de inteligência de cada município. 

 

Exemplos de ações práticas de cidades inteligentes no mundo

Os exemplos práticos de inteligência nas cidades auxiliam o panorama global a avançar e se manter competitivo. Conheça alguns deles:

1-    Podemos citar o projeto de eficiência energética liderado pela concessionária de serviços públicos NYPA, em Utica, no estado de Nova Iorque. Foi desenvolvido um programa de iluminação pública inteligente e eficiência energética ao instalar, em parceria com a prefeitura local, um total de 7.140 postes de luz LED inteligentes, como parte do Smart Street Lighting NY.

2-    Outro exemplo são tecnologias celulares e sem fio de baixa potência (LPWAN) para conectar e melhorar a infraestrutura, a conveniência e a qualidade de vida para residentes e visitantes dos municípios.

3-    Latas de lixo inteligentes que enviam dados automaticamente para empresas de gerenciamento de resíduos e agendam a coleta conforme necessário, ao invés de seguir um cronograma pré-planejado, também é uma ação inteligente já colocada em prática.

4-    Gestão inteligente de resíduos por meio de uma linha de triagem automatizada e moderna é outra atividade prática. Esse tipo de gestão resulta em uma melhor separação dos resíduos para reciclagem antes da recuperação. É uma maneira de poupar recursos fósseis primários e florestas, impactando diretamente na descarbonização e na mitigação das alterações climáticas.

Com o mundo em plena expansão, as cidades de forma geral têm enfrentado desafios semelhantes, em diferentes áreas, seja ambiental, saúde, habitação. Por isso, cada ação que melhore a infraestrutura e a gestão para que os municípios se tornem cada vez melhores e mais eficientes aos cidadãos, através da tecnologia, são consideradas parte da construção de cidades inteligentes.

Bilhões de dólares são investidos pelas cidades de países emergentes em produtos e serviços inteligentes para sustentar o crescimento econômico e as demandas materiais da nova classe média. E os países desenvolvidos estão também cada vez mais sensíveis à necessidade da melhoria da infraestrutura urbana para permanecer competitivos.

No fim das contas, a questão não é se uma cidade está ou não no topo do ranking de inteligência, mas sim, o que ela pode fazer para se tornar mais inteligente. É o bom uso da tecnologia para melhorar a eficiência operacional, compartilhar informações com o público e fornecer melhor qualidade de serviço governamental e bem-estar para o cidadão, o grande responsável por isso.

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